Bem-vindo, Papa Francisco

Publicado dia 12 de Abril de 2013 por admin Sem Comentários

Jorge Mario Bergoglio

Saía fumo branco da Capela Sitina no dia 13 de Março de 2013. Estava, portanto, eleito o sucessor de Bento XVI. O seu nome é Jorge Mario Bergoglio que adoptou o nome de Francisco.

Nasceu a 17 de Dezembro de 1935, na capital da Argentina.

Filho de um casal de imigrantes italianos, cresceu no seio de uma família católica e humilde e formou-se em Química, na Universidade de Buenos Aires.

Quando era jovem teve uma doença respiratório que obrigou à remoção de um pulmão. Apesar do seu problema, a sua adolescência foi igual a qualquer rapaz, tendo até uma namorada, Amália. Contudo, o chamamento de Deus falou mais alto.

Em 1957, aos 21 anos, entrou para o seminário no bairro Villa Devoto. Mais tarde, a 11 de Março de 1958 passou a noviciado da Companhia de Jesus, sendo ordenado sacerdote pelos jesuítas em 1969. Ao mesmo tempo, seguia os seus estudos teológicos na Faculdade Teológica de San Miguel, onde foi mestre dos noviços e professor de teologia.

Em 1992, foi nomeado pelo Papa João Paulo II, Bispo titular de Auca e Auxiliar de Buenos Aires. Mais tarde, distinguido como Arcebispo de Buenos Aires.

Acaba sendo elevado a Cardeal, ainda por João Paulo II, com o título de cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino.

O atual Papa, que gosta de futebol, é também um homem culto que lê autores clássicos, nomeadamente, Dostoievski.

É autor de várias obras, entre as quais se destacam: “O verdadeiro é o serviço”, “Mente aberta, coração acreditado” e “Homilias y mensajes”.

Após a sua eleição para novo Papa, a escolha do seu nome foi bastante comentada. A adoção do nome Francisco foi em homenagem a Francisco de Assis, um “homem da pobreza”.

Segundo o actual Papa, quando foi declarado a boa nova, tinha ao seu lado o arcebispo emérito de São Paulo, um grande amigo seu que o abraçou, beijou e disse-lhe para que não se esquecesse dos pobres. Imediatamente, Bergoglio pensou em Francisco de Assis. Um homem da pobreza, da paz e que queria uma Igreja pobre e para os pobres. A verdade é que é inegável que o Papa Francisco tem vindo a fazer jus ao nome, tomando iniciativas nobres e, diria até, revolucionárias para a Igreja.

Recusou a cruz de ouro, assim como o carro de luxo. Pagou as suas contas como cardeal no hotel em que estava hospedado. Apareceu em público apenas vestido de branco e com a cruz de bispo, pondo de lado a mozeta papal ( aquela capa, cheia de brocados e ouro) e, mais importante, deu centralidade ao povo. O Papa Francisco, pediu aos cristãos que rezassem por ele e o abençoassem. Desta forma, demostrou que está aqui para servir e não para ser servido.

Em suma, o novo Papa procura aproximar a Igreja e os cristãos e trazer um ar novo, de esperança e positivismo.

O escudo do Papa Francisco é essencialmente o mesmo de quando era Arcebispo e que seu lema é “Miserando atque eligendo”, que pode traduzir-se como “Olhou-o com misericórdia e o escolheu” ou “Amando-o escolheu-o”.

Nos traços essenciais o Papa Francisco decidiu conservar o mesmo emblema que manteve desde sua consagração episcopal, particularmente caracterizado pela simplicidade.

O escudo azul aparece coroado pelos símbolos da dignidade pontifícia iguais àqueles escolhidos por seu predecessor Bento XVI: a mitra colocada ao centro e no alto com as chaves entrecruzadas, uma representada com a cor do ouro e a outra com o da prata, unidas (na parte baixa da imagem) por um laço vermelho.

Em alto, aparece o emblema da Companhia de Jesus (os jesuítas), sua família espiritual: um sol radiante com, ao centro e letras vermelhas, a inscrição IHS, o monograma de Cristo. Sobre a letra H se apoia a cruz, em ponta, com os três pregos em negro colocados à base.

Na parte inferior se vê a estrela e a flor de nardo. A estrela, seguindo a antiga tradição heráldica, simboliza a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Cristo e da Igreja; enquanto a flor de nardo evoca a figura de São José, o patrono da Igreja universal cuja festa se celebra neste 19 de março, dia da inauguração do pontificado.

Na tradição iconográfica hispânica São José aparece representado com um ramo de flor de nardo na mão. Ao colocar em seu escudo estas imagens, o Papa quis expressar sua própria e particular devoção à Virgem e São José

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